9 de jul de 2009

CADERNO BOM que abriga minhas linhas
És como o tom que musica as sonoras trilhas
Com cujo som se harmoniza o pensamento
E as lembranças dão-se vivas no momento
Escrevo em ti ; boto a fora maravilhas
Me torno inteiro ; mais que outrora: muitas ilhas

Com muito esmero
Te organizo as palavras
Est’as quais não verbalizo
Desabafo em conto as lágrimas
Escorro em teu corpo liso

Estranho se não correspondes
Com o nível da caneta
Ao expor na tua fronte
O que vejo com a luneta
O que vejo de outro canto
De frente, diante, de cima, de lado
Olheiro esquisito, caderno bonito
O olhar pelo avesso não chega atrasado

3 comentários:

Rodrigo Sava disse...

Olá, rapaz! Tudo bom? Só ontem consegui abrir as sacolas de papel que trouxe da Flip ;) Valeu por ter entrado em contato! Assim que ler o Café de Versos volto aqui pra passar minhas impressões. Abraço!

Rodrigo Sava disse...

Os cadernos velhos de guerra nos roubam para a paz de seu interior. Criamos neles caos dia e noite, até que dessa conjunção mais que carnal brota a vida. Esperamos, que um livro veja a luz do dia.

Abraço, Dudu.

Anônimo disse...

Dudu, estive aqui. Mande o seu e-mail. Quero lhe enviar um convite.
Rubo Medina
rubomedina@oi.com.br