31 de mai de 2017

Of new feelings



We arrived in maculate place
No persons else to understand our space

No reasons why this one should be embraced

Other than the inner fire that burns us great


No distractions focused on each other's gaze

No conditions prior we have learned in days
to the adversities we may come to face...







9 de mai de 2017

Let me go (Original Song fragment by Edu "Eddie" Strada)

Give up the bad 
remain the fine

leave all the thoughts at rest and
Let me go


Let all the wasted dreams go by
For all the times we've been us
Let me go

Let me go

The days won't stop

Let me go

Away, far...


https://edustrada.bandcamp.com/track/let-me-go


23 de out de 2012

A FUGA

Não venha fugir de mim
Não venha tentar se afastar
Encare de cara o problema
Enfrente de frente a mensagem no ar

Não venha correr do embate
Resposta a se manifestar
Você que bateu o martelo
Traçou a estrada a tomar

Entenda a mensagem no olhar

Agora a estória te encontra na encruzilhada

Já não é tão claro o caminho a trilhar

Você que bateu o martelo
Você desfrutou apesar
Você destruiu a estrutura
Não venha correr ao tentar reformar...




5 de jul de 2012

MEDO FINAL

Medo de morrer por dentro

Por faltar coragem de morrer por fora,

Da lâmina cortar o pulso

da ideia funda no raiar da aurora.

 

Medo de medir porcento

No haver das contas no zerar da hora

De o somar dos algarismos não juntar nenhum para contar história...



28 de mai de 2012

Seguir...

A Evolução é um movimento peristáltico
Andar pra frente é um reflexo...

Vivo buscando equilibrar o convívio social complexo

Rio, perante o constatar ser não natural
a margem fosca e desiluminada do Normal.

Avante, amigos!! Avante!!
Sigamos adiante destemendo o improvável.

Pois, a estagnação é senão um soluço, um respiro na inexorável caminhada.
Sina nossa, antes mesmo de nós mesmos assinada.

Preço baixo, muito mesmo.
Sendo todo custo ao Todo
muito cedo retornado.


8 de mai de 2012

Ballbreaker Ballbuster (letra , "lyrics")

You are the strangest kinda friend 
Everywhere I take ya, feel like I need to pretend 
Every time is regret, I know then 
Only when the choice is made, we're clear to see the end 
Fight with me all the time to defend 
The slightest tiny point of view, then tries to make amends 
Why should we be hooked up to begin? 
Whenever comes a sparkle, a whole fire breaks instead 

Ballbreaker - don't you just love'er, it's just hard to hate'er. 
Ballbuster - don't you just hate'er, it's just so fine to love'er. 
Ballbreaker - don't you just love'er, it's just hard to hate'er. 
Ballbuster - don't you just hate'er, it's just so fine to love'er. 

It's so annoying, I can't understand (I hate you!) 
I can't resist it, it's so hard to stand (I love you!) 
We come together like opposite poles (I hate you!) 
The strongest impulse that no one controls (I love you!!!!) 
(I love you!!!!) 
(I love you!!!!) 
(I love you!!!!) 
(I love you!!!!)...

31 de jan de 2012

Conselho Breve IV (Conselho de Café)

Escorra a bôrra que penetra a tua garganta, escorra.

Esfregue a craca que encarde a tua ressaca.

Estique a margem que entorta a tua passagem e impede o corpo de mais arrojada abordagem.

Explique a toda animosidade exposta que o caldo engrossa quando a safra torra.

Aplique a norma que lhe diz respeito à risca, como a inspiração encerra.

Estire letras naturais de boas vibrações pelo Planeta Terra.

Mas, antes que arranhe, amargue e estrague, comprometa a qualidade, entrave, amarele ou encrudeça a claridade, deixe que a bôrra escorra.




26 de jan de 2012

HOMENAGEM DETURPADA

A Musa está maculada!
Dita a regra da homenagem deturpada

Com muita ânsia de engolir o próprio vômito
Regurgita falsas loas de conforto
Momentâneo e salutar

No olhar de lado e ombro dado
A Musa rejeitou o afago
Desonrou o estado
De pedestal à mesma nomeado

Ao querer cair no mundo
Negou toda e qualquer fagulha
De esperança
E com agulha
Perfurou os corações desavisados

                                            Mal sabia o cantador que,
                                            No auge crucial do seu torpor,
                                            O pior de existir em versos brandos
                                            Concebendo rima torta e sendo Humano,
                                            Foi deixar a Musa solta no altar

UM VÍCIO

Amo o que faço
mesmo se estou parado
Faço porque gosto
mesmo se com quem não amo

Faço quando posso
Se não posso, improviso

Paro quando quero
Juro, pelo menos tento.

19 de jan de 2012

A um passo da obsessão

Ideia encucada
Posseira do nada
Se algema no poste
Deitada no chão

Ausência de comparação

Qualquer chance boa
De nada se vale
Não possui a chave
Da algema no poste

Percebe o argumento
De nada o engole
Trazendo pra dentro
Real sentimento
De amarga ilusão

29 de nov de 2011

Senhor do meu próprio espaço (música em trabalho)

Gosto de conhecer o entorno
Os arredores
Saber se estou frio quente ou morno
Me mover sem embaraço

Posso parecer um louco
Na ambição
De possuir o espaço público
Direção sou eu que traço

Longe de mim sair
Marcando com bandeiras
E reclamando posse do que vir primeiro

Faço votos de seguir
Considerando meu
Apenas o que me fizer inteiro

Senhor do meu próprio espaço
Senhor do meu próprio espaço
Me movo sem embaraço

Senhor do meu próprio espaço
Senhor do meu próprio espaço
Direção sou eu que traço...

27 de jun de 2011

O BERRO

A raiva que abrigo no peito
É a ideia que extravaso sem jeito
Com saliva ácida de cortar o ferro
Das amarras lânguidas que não seguram O Berro

19 de mai de 2011

Inverno Atípico (republicando este antigo poema que vem a calhar)

INVERNO ATÍPICO

Atinge o pico inverso do mercúrio-cromo

Assim, antes de anunciar o quê, aonde, como

Acende o pseudo-pavio do que está com frio

Transforma o outrora carro em canoa ou bote


Aperta o chinelo em bota ou cobre como pode

Atende à regra do agasalho ou quebra como giz

Altera as relações e o modo como diz

...E todo carioca pode brincar de Paris.

3 de mai de 2011

Poesia mais recente...

Ando tão sem tempo...
Sem tempo tanto de me preocupar com pouco
Ando tão sem tempo
Sem tempo tanto de pensar estreito
Ando tão sem tempo!
Sem tempo tanto de me perceber com espanto de me ver rumando longe
De seguir caminho reto.

Ando mesmo tão sem tempo
Sem tempo tanto que me encontro em movimento...
Tão sem tempo
Tanto que me quero o mundo todo num abraço
Sem tempo tanto que me encanto no momento tanto com tão pouco
Que há tanto me procuro um acalanto, um alento
Porém entendo
E me dou por satisfeito
Por enquanto
Pois confio no preceito
De respeito ao destino
Sem me desligar do pleito
de fazer o próprio leito
Em momento oportuno
Se o efeito se faz certo

30 de nov de 2010

É dor quando a Fome é ânsia
É nó quando saliva o gosto na garganta
É febre quando com sangue mata a sede
É dor quando formiga a boca dentro de trincar o dente.

Luta da Inspiração


Cabeça fere cabeça!
Mata germe da palavra a pensar que não mereça.
Revida julga mata mata fere fere
Recupere
Antes que não se esqueça.

9 de jul de 2009

CADERNO BOM que abriga minhas linhas
És como o tom que musica as sonoras trilhas
Com cujo som se harmoniza o pensamento
E as lembranças dão-se vivas no momento
Escrevo em ti ; boto a fora maravilhas
Me torno inteiro ; mais que outrora: muitas ilhas

Com muito esmero
Te organizo as palavras
Est’as quais não verbalizo
Desabafo em conto as lágrimas
Escorro em teu corpo liso

Estranho se não correspondes
Com o nível da caneta
Ao expor na tua fronte
O que vejo com a luneta
O que vejo de outro canto
De frente, diante, de cima, de lado
Olheiro esquisito, caderno bonito
O olhar pelo avesso não chega atrasado

16 de out de 2008

Para Um Muito Grande Amigo

Desculpe se
não provoco surpresa

Primo pelo simples da delicadeza

Perdoe quando
A obviedade espanta

Deve ser meu jeito de me assustar com tanto

Deve ser o asco ao hermetismo inato

aos lapidadores que
de muito cinzelar
acabam com farelos

Deve ser desejo de igualar-me aos belos

Há de ser a ânsia de fazer-me lido
no mundo descartável do instante corrido

Pode ser o dedo que se faz ouvido
Sempre na garganta instigando o fluxo
(regurgito a fome de um passado bruxo)

Ao final será só tentativa e erro
Vezes um tropeço ou outro
Frente algum acerto.

30 de jun de 2008

21 de mai de 2008

SOMA E FRAGMENTO

O homem que não é
Tem a vida toda
Para conseguir ser
A Vida é que não tem
Um homem mesmo
Todo inteiro
Pois que em cada momento
Este
Nada mais é que
SOMA E FRAGMENTO

14 de abr de 2008

Esta sairá no meu primeiro livreto!!

Uma gota de café...
Me preparo pra escrever
Um gostinho amargo é
Uma gota de café

Um grãozinho de café

Me preparo pra moer

O amargo do passado

Me preparo a remoer

Tudo na ponta do lápis...
Outra gota de café
Um livro de contos é
Mais que gotas de café
Um de versos, nem diria
- Outra bem que cairia -

Caem as palavras
Saem
Suam pelo corpo quente
Aquecido em cafeína
Arrepiam em gelo os pelos

Outra gota de café
Só pra me manter em pé
- Estou mordendo cotovelos -

7 de abr de 2008

O meu primeiro poema:

Doce Desejo


O gosto da bala me lembra o beijo
O tom da fala, que tenho desejo
Me sinto feliz por ter sido aceito
De novo no leito, deitado em seu peito
Deitado, em seu peito recosto a cabeça
Eu torço, eu peço pra que não me esqueça
Esquece as partes que não te atraem
Atrai os pontos que mais te trabalhem
Trabalha o rosto que agora escondes
Esconde o olho que
Ao abrir
Me revela o mais oculto
Quando olho bem fundo
A pupila escura

Escuro que mostra
A essência da música
Escuro que escreve
A letra da alma

Alma que envolve o corpo
Que ameaça o frio
Que endurece o coração

2 de abr de 2008

Abaixo está o blog antigo, que saiu do ar.
Agora continuo daqui.


19/03/2008 13:10:49

Um link de outra poesia minha no site Alma Carioca.

http://www.almacarioca.com.br/centro.htm

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19/03/2008 13:05:13
ELEMENTOS


O frio gela, mata, liga, paralisa, endurece.
A carne come, fede, sente, alimenta, cresce.
A terra morre, seca, pisa, alaga, estremece.
A água limpa, varre, vida, se salgada, enlouquece.
O fogo varre, limpa, morte, se na mata, entristece.

A alma o corpo pensa, move, usa, mas esquece. E sobe e volta em outro corpo, como se não o soubesse...

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05/03/2008 20:36:08
INVERNO ATÍPICO



Atinge o pico inverso do mercúrio-cromo


Assim, antes de anunciar o quê, aonde, como


Acende o pseudo-pavio do que está com frio


Transforma o outrora carro em canoa ou bote


Aperta o chinelo em bota ou cobre como pode


Atende à regra do agasalho ou quebra como giz


Altera as relações e o modo como diz


...E todo carioca pode brincar de Paris.

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14/11/2007 17:30:34
( Para Michael McClure)

Sem Sexo
Não há Nexo

O SEXO
Vem Anexo
À imagem
Do Mamífero
Complexo


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29/05/2007 12:54:23
Ontem já não ia
Mas que nada pra Bahia
Tampouco Maracangalha
Me despi
Pra ver Amélia
Só que ela se vestia
E fui só
Eu com Anália
Caminhando de Saci
Pelo fio da navalha

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10/03/2007 15:03:32
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Não quero tempo pra pensar...
A rotina, o dia-a-dia
Esconde o medo em entre-linhas
Entre outras armadilhas
Que nem o Ego ou o Intelecto
Por demais que são complexos
São capazes de domar

Prefiro um ato de ocupar...
Um movimento que exercite
Que evite a minha artrite
Que não faça muito esforço
Pra agradar a todo povo
Por de menos pretensioso
Não requeira a obrigação de criticar.

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28/02/2007 02:57:36
... E então já se vai mais um dia perdido
A noite se torce
Até se tornar do avesso
Até contrair-se ao extremo
Até retornar ao começo

E, então, lá se vai; mais um dia usado
Bateu o último segundo
Caiu-se a última gota
Esgota-se o tônus (a meta está morta)
Assim como o faz a paciência do mundo

Se então, onde estará o amanhã?
Se só à tarde me bate a aurora
Se o cão negro me late o agora
Se estico a coleira com poesia vã

Se, então, por latidos me devo acordar
Farei dos ouvidos um lar
Farei do amanhã o presente
E cada último segundo... farei deste o sempre.

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29/01/2007 16:53:53
Para escrever poesia
Esqueço a hora, sigo a guia
Tiro o peso da carcaça.
E, para alcançar maestria:
Extravaso a agonia
- Isso é coisa que se faça –

Penso que todas são minhas
E condenso-as em Uma
Que miragem!
Uma refletida ao espelho:
“- Tu és dona do conselho,
Da verdade.”

E penso o caminho que uns tomam
Para falar as suas frases.
Então, concordo com Tua prosa
E, por seres tão formosa,
Deus Te pague!

Pinto as cores do combate
E as ânsias do infante,
A pathos que vai já tarde.
Danço valsa com a Gramática
Moldo as pernas da mulata
Aperto o botão de start.

Avanço, rewindeio,
Vejo o último primeiro
O VCR, a imagem.
Descanso, pego a linha
Caneteio pela teia
De toda minha bobagem

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27/11/2006 13:03:40
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Conselho Breve

Ouça-me
Como se ouve a linda música

Sinta-me
Quando apalpo a sua nuca

Vire-se
Para vislumbrar as ondas

Espante-se
Ao nelas encontrar alguma metáfora para a vida


Arrepie-se
Ao concluir tal conclusão poder mudar a sua

Coragem se
Tamanha idéia lhe parecer tamanha

Saiba que
O auto-conhecimento é o que nos mais acanha

Tenha fé
Como já houve em tempos mortos

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28/08/2006 18:02:18
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Quarto Vazio (II)

Da janela desse quarto
Pelo reflexo nas folhas
Vejo se faz sol ou está chovendo
Mas quando está atrás do morro
Este sol que o faz de forro
Me lembra da vida que não estou vendo
Da que não estou vivendo
E de que não quer dizer
Somente por eu estar com frio
Que o quarto esteja vazio.

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29/05/2006 12:54:45

Quero falar de verdades
Quero atirar fogo morto
Quero sentir todo corpo
Formigar em agonia
Quero sorver apatia

Quero jogar com o Diabo
Quero engolir fogo vivo
Quero encontrar sempre ativo
O meio mais desconfiado
Quero ser exorcizado

Quero ser campeão
Da ponta ser o primeiro
Quero me agradar inteiro
Como manda o ditado
Quero ser contrariado

Quero lhe falar verdades
Sendo tais das quais metade
Sem por tal me ter covarde
Nem – avesso – enormidade
Costurando à equidade
Um arranjo oficial

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27/03/2006 11:52:05
Poema com hora marcada

Aperto no peito
Na direção de pra dentro
Aciona o mecanismo
De captura do tempo

Aperta o comando
De botar tudo pra fora
Adiciona expressão
E forma na última hora


Poema de última hora
Acerta-se o risco
Joga-se o canhoto fora
Aperta direito o peito
Na direção de pra dentro
A fim de cuspir a palavra
Que exprime o conceito
De agora.

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16/02/2006 18:19:47
SUSPIRO

A voz de alento refere-se
Ao forte tormento que fere
A minha consciência partida

A voz de alento transfere-se
Ao sopro do vento e esvai-se
No eterno seguir dos segundos

A voz de alento suspira
Em meu ouvido atento e transpira
O poro que a escuta e secreta
A gota secreta que escorre e refresca
A conclusão que elucida

-------//--------

O A está desalocado
Não está
Está
Não está

Que me importa o lugar
Se me empenho em colocar
Minha pena em língua presa?

O que faz o poetizar
Quando privilegio à dúvida
O benefício da certeza?

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05/02/2006 16:55:08
Remoto Controle

Sentado no sofá
Passivo, relutante
O antagonista é como o gelo
Mira a visão distante.
Esquece da casa
Do meio a sua volta
Se liga desligado
À tela da Minolta

Imagens sucessivas
Seguidas
Dentro do limite da percepção
Ou não
Dentro do seu limite de conhecimento
Dentro da sua capacidade de satisfação

Engole, sem mastigar,
Ao ritmo
Que, pela goela,
Lhe podem empurrar
Se assim é sabido
Que por mesma goela
Não vai retornar

É o prato do dia nosso
(De cada) com cujo pão
Fermenta o trigo no ócio
Alcança-se pelo botão.

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28/01/2006 21:46:47
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Aproveitem!!!
http://www.releituras.com/ne_dudu_caderno.asp

http://www.releituras.com/ne_dudu_cadernoimp.asp

http://www.almacarioca.com.br/botafogo.htm

http://www.almacarioca.com.br/lagoa0.htm

http://www.doverbovibrar.blogspot.com/

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28/01/2006 21:45:38
Quem se atreve a mergulhar
Nessa piscina desusada?

Quem se aventura ao perrengue
No mega foco da dengue?

Não se aventure a chamar
Vigilância Sanitária!

Não se atreva a dedurar!
Voz vilmente venenosa

É necessário no tonel
Que um pouco de água esteja
Por mais suja que ela seja
Para refletir o céu.

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21/11/2005 00:40:18
Caneca Muderna

Quente caneca azul
Tens de abrigar a bebida
Tente envolver o café
Como o faziam suas ancestrais
Sempre que guardares o leite
Faça-o como que seios maternais

E nem me venhas com essa, caneca
Com essa de ser prato fundo
Conversa essa já cansou até
A colher de pau que queria ser mulher.

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21/11/2005 00:39:14
Relato de Amor


Como fazer um relato de amor
Prometendo ater-se ao mais tênue objeto?

Como salvar esta alma adicta ao afeto
Que de acariciar o rosto o deixou reto
Sem rugas ou marcas de vivência
Do passado concreto
Esta que embevecida do toque
Mergulha-se no es-toque
Para se abastecer no excesso
Priva os olhos do palpável
Afogando-se no gosto da própria saliva
Afirmando-se ao rosto cheia de vida
Chorando ao de fato notar-se viva
Exceto
Promete curar-se ao ajoelhar em penitência
Desnutrir as ânsias da carência
Restituir as marcas de vivência
Desnutrindo as ânsias de vivência
Restituindo as marcas da carência
Curando-se ao se erguer com irreverência
Promete ater-se ao correto
Fazer do mais tênue relato de amor
Objeto?

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03/10/2005 18:27:06
Chic-Chic-Chic-Chac
Passa o trem de chocolate
Passa o bolo com café
Pra barriga do mané

Chic-Chic-Chic-Chac
A colher mexe o café
Faz redemoinho, Zé
Na barriga do mané

Chic-Chic-Chic-Chac
É o lombo da mulata
Mexe da cabeça ao pé
No coração do mané

Faz que mexe pra direita
Faz que ginga pra esquerda
O mané na corda bamba
Escapa no jogo da velha
Comprando, vendendo muamba
Escada acima, se esconde na telha...


- Quando chega a macacada -


Espreita estreito a conhecida vista
Avista o leito da escola sambista
Do morro que berço foi deste ativista
Da música boa de todo artista

Desce a escadaria, mané
Desce o morro cantando
Vai pro trabalho, mas assobiando
Pega a condução de fraque

Vê se cê volta de noite, mané
Volta como é de praxe
Traz a mulata no colo, pois é
“Mexe, sinhá, na virada do baque!”

Leva sinhá pro cafofo, mané
Passa madrugada em claro
Nessas horas só se ouve, o que é?!
Chic-Chic-Chic-Chac

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03/10/2005 18:14:18
Inaugurando..........
Introdução

Deixem-me lhes dar o ar da graça
Da minha palavra escassa
Neste livro que me abraça
Como um copo de cachaça

Antes que, de súbito, sucumba
O que tem de mais imunda
Tal idéia tão profunda
Individual e não conjunta

Deixem, de momento, o meu braço
Traçar linhas de descaso
Procurando sempre o traço
Que reflita desenlaço

Deixem que tudo faça sentido
Por mais duro de ser lido
Ou dificilmente engolido
Pois, se honestamente esculpido

Façam bom proveito do produto
Tosco, ralo, resto bruto
Fosco, mero, escorbuto
Todo alegre ou de luto

Façam com que tudo isso valha
Que, com o tempo, a ficha caia
E, por oportunismo, calha
De não ficar pra gentalha


CADERNO BOM que abriga minhas linhas
És como o tom que musica as sonoras trilhas
Com cujo som se harmoniza o pensamento
E as lembranças dão-se vivas no momento
Escrevo em ti ; boto a fora maravilhas
Me torno inteiro ; mais que outrora: muitas ilhas

Com muito esmero
Te organizo as palavras
Est’as quais não verbalizo
Desabafo em conto as lágrimas
Escorro em teu corpo liso

Estranho se não correspondes
Com o nível da caneta
Ao expor na tua fronte
O que vejo com a luneta
O que vejo de outro canto
De frente, diante, de cima, de lado
Olheiro esquisito, caderno bonito
O olhar pelo avesso não chega atrasado

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